SONHAR faz parte da natureza humana. Mas o sonho não é tudo. É o começo.

Em nossas mentes, ao visualizarmos um ideal – uma montanha, por exemplo –, estamos dando apenas o primeiro passo. Falta o mais importante: realizar; e para isso é preciso correr riscos. O sonho nos leva a olhar adiante, para o topo além dos vales e das escarpas, porém não move nossas pernas.

Somente alcança o cume quem tem ousadia para se lançar através do desconhecido e galga, sem baixar a cabeça, todo o caminho até o triunfante êxito. Sucesso, reconhecimento, fama e glória são objetivos pelos quais muitos de nós lutamos. Contudo não se constrói um bom nome da noite para o dia. É preciso trabalhar muito. Ainda que haja tropeços e quedas, é preciso superar os obstáculos. Motivação e perseverança são inprescindíveis.

A vida é uma sucessão de batalhas*, e toda vitória demanda coragem, esforço e determinação. Requer fé. Ela exige uma coisa: QUE VOCÊ OUSE.


Há apenas uma diferença entre os fracos e os fortes...
Diante de um grande desafio, os fracos dizem:
– É possível, mas é difícil.
Já os fortes:
– É difícil, mas é possível.

Não importa o quanto seu objetivo esteja longe ou digam que é difícil. Basta que você acredite. O apicultor magricela da Nova Zelândia, Edmund Hillary, e o sherpa Tenzing Norgay, o "afortunado", partiram rumo ao topo do Everest, a maior montanha do mundo, quando 10 outras expedições haviam fracassado. Até os cientistas os alertaram para o fato, segundo eles, de que alcançar os 8.850 m daquele pico era impossível à natureza humana. Contudo, a única glória que Hillary e Norgay buscavam era justamente o triunfo do homem sobre a natureza - a da montanha e a sua própria. Pois eles cruzaram a impenetrável Zona da Morte, acima de 8 mil metros, onde a sobrevivência é incerta, lutaram contra a neve profunda do temível Escalão Hillary (chamado assim em homenagem ao alpinista) e chegaram ao topo.


Da esquerda para a direita, Edmund Hillary, Tenzing Norgay e Sir Ernest Shackleton.


Quando o explorador irlandês Ernest Shackleton, em 1914, partiu da Inglaterra rumo ao sul para atravessar a Antártica a pé, não esperava que, perto de alcançar o continente branco, seu navio, o Endurance, afundaria. Isolado com seus homens na pequena ilha Elefante - uma nesga de terra em meio ao oceano Austral -, o capitão se viu obrigado a pensar num modo de sobreviver e retornar à civilização: estavam no lado mais distante do mundo e ninguém jamais os socorreria. Shackleton olhou para o horizonte e, além do vazio, viu, entre a vida e a morte de sua tripulação, um único caminho, o inexpugnável oceano. E eles tinham somente um pequeno bote para atravessá-lo.

Essa história faz parte dos anais da exploração. Shackleton e seus homens conseguiram vencer o impossível e retornar para casa sãos e salvos - sem nenhuma baixa. Na realidade, os perigos pelos quais passaram foram muito além daquele oceano tenebroso, mas, um a um, caíram por terra diante do espírito inabalável de Shackleton. Por isso, ainda que o capitão não tenha logrado êxito na sua busca de cruzar a Antártica, alcançou façanha maior por ter transformado um iminente fracasso na maior de todas as vitórias.

Parta sem medo em busca dos seus objetivos. Se existe um meio, você irá conseguir. Você vai encontrar. Assim pensam os bravos (como Shackleton diante do oceano ou Hillary e Tenzing perante o Everest). Desse modo, agiram todos os grandes homens e mulheres que, hoje, são lembrados pela história. Pessoas que foram elas mesmas, ou mais do que isso: que, no curso de suas vidas, se tornaram QUEM ELAS ERAM CAPAZES DE SER - em toda a sua plenitude.


"Vive quem OUSADAMENTE vive"
Goethe


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