A
HISTÓRIA DA RODA
Por Alan Kronemberg
AO QUE SE PRESUME, em algum tempo
no quarto milênio a.C., um desconhecido sumério fabricou
a primeira roda. Jamais se saberá quem ele era ou como pretendia
usá-la, mas sua invenção tornou-se, sem dúvida,
a maior realização tecnológica do homem na
história.

A roda deu ao mundo uma nova dimensão
de mobilidade. Antes dela, a capacidade do homem em transportar
coisas por terra era limitada por sua força ou pela de um
animal de carga. Assim que surgiu, multiplicou essa capacidade e
possibilitou o progresso. O registro mais antigo de uma roda de
veículo data de 3500 a.C., da mesma Suméria (a essa
época, a invenção de 5 séculos atrás
já era comum). Trata-se de um desenho de um carro fúnebre,
parecido a um trenó, feito por um contador. Nele, há
dois pares de rodas sólidas, grosseiramente arredondadas.
Por volta de 2000 a.C., várias tribos do mar Negro desceram
à Suméria com um animal forte e veloz chamado cavalo.
Eles puxavam carroças com rodas raiadas de maior diâmetro
e que rolavam mais facilmente sobre terrenos ásperos do que
as sólidas rodas sumérias. Logo, esse melhoramento
espalhou-se pelo vale dos rios Tigre e Eufrates e para todas as
direções. Alcançou os filisteus, os egípcios,
os gregos, os povos da Babilônia e a longínqua China.

O apogeu técnico, contudo,
das rodas da antiguidade veio a ocorrer durante o Império
Romano, mas entre os bárbaros: os celtas da Europa ocidental
foram os primeiros a criar eixos oscilantes, que podiam virar para
a esquerda e para a direita numa curva.
Apesar das imperfeições, com o correr do tempo, o
homem aprimorou a tecnologia das rodas e do que as impulsionava.
Da tração animal, passou à motora. Descobriu
não haver quase limites para o peso que as rodas podiam suportar
nem para a velocidade a que podiam girar. Hoje, há rodas
não apenas nos veículos, mas em praticamente tudo
que existe, do relógio ao ônibus espacial.

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